
Dirigente nacional do PSB, o ex-governador de Pernambuco Joaquim Francisco deixou claro, em conversa com o Blog, que não há espaço para que o partido decida apoiar a presidente Dilma Rousseff (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. “Não há caminho que não seja Aécio para atingir os objetivos de Eduardo Campos”, disse o político, em referência ao ex-governador socialista que faleceu no dia 13 de agosto, enquanto disputava a Presidência.
O Diretório Nacional do PSB se reúne nesta quarta-feira (8), às 14h, em Brasília, para decidir qual o seu posicionamento no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto. A maioria dos estados quer ficar ao lado do candidato tucano, que desde o resultado das eleições, no domingo (5), tem ouvido correligionários.
“Eduardo nos antecipou uma frase, quando disse que não podemos desistir do Brasil”, afirmou. “Em todos os debates e a entrevista da Globo, ele disse que Dilma não atendeu às exigências e que a economia havia sido travada”, lembrou.
O ex-goverandor lembra ainda o bom relacionamento entre Eduardo e Aécio. Para Joaquim Francisco, já havia uma linha de convergência entre as duas candidaturas e tinham ideias similares em relação ao desenvolvimento do País.
AMARAL – Joaquim Francisco minimizou ainda a força dos grupos no partido que têm preferência por Dilma. O principal nome é o presidente interino do partido, Roberto Amaral, que foi ministro do ex-presidente Lula (PT).
“Há resistência de Roberto Amaral, mas ele é um homem sério e tem visão de País. Ele vai seguir a maioria. Não vai ficar isolado”, garantiu.
O ex-governador pernambucano defendeu ainda que a resposta do apoio do PSB precisa ser dada com velocidade. “Temos 15 dias e precisamos reagir com velocidade. O tempo foge”, disse.
Nenhum comentário:
Postar um comentário